sexta-feira, agosto 15, 2008

A Persistência da Memória 1931 - Salvador Dali

"...Ainda que não acredites, tu viverás para sempre nele, tal como ele vive em ti, na memória das tuas células, num passado que pode ser o teu escudo, mesmo que não seja o teu futuro. ... "

terça-feira, agosto 12, 2008

... nunca deixamos de ter saudades daqueles que mudaram a nossa vida

segunda-feira, agosto 11, 2008

Os sonhos nunca desaparecem, as pessoas é que os abandonam.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Don't act like an angel

Nowhere to run and nowhere to hide
Your scared of the truth,
I'm tired of the lies

we play our games of sweet denial

Foto de Ana.

sexta-feira, agosto 01, 2008

...

*Foto de Gundega Dege


"Afinal, porque te escrevo este diário, quando sinto a cada dia que passa que não vais voltar? Escrevo porque ninguém ouve, mas quando estas palavras forem impressas e ganharem vida própria, sei que vão chegar a muitas pessoas e serão uma ponte para casais desavindos, amores perdidos, mas nunca esquecidos, namorados que a vida separou mas que ainda se amam.

São as palavras que ficam por dizer que mais nos pesam, prisioneiras no nosso descontentamento, aos gritos dentro da nossa cabeça. Preciso de as libertar, preciso de lavar a alma e limpar o coração, mesmo que isso signifique pôr uma pedra em cima daquilo que mais amo e desejo. E para me ver livre delas, revelo-me nestas folhas sem pudor, porque já não tenho nada a perder.

Escrevo-te este diário, que se transformou na mais sincera carta de amor, para que nunca te esqueças do que foi o meu amor por ti.

Já estou cansada das palavras, mas não tenho outra forma de tocar a eternidade, ao ler cada linha sei que é a minha voz que vais ouvir.

Talvez o teu coração perca o medo de saltar para fora do peito e descubras finalmente onde pode ser a tua casa. Ou talvez o feches em fúria, me amaldiçoes por toda a sinceridade e despudor e o escondas num lugar perdido, para não mais o abrir.

Acredito que, mergulhado no silêncio, conseguirás ouvir a minha voz que sempre te tocou e, apesar da distância, sentirás a minha cara encostada nas tuas costas e os meus braços à volta do teu peito, o meu olhar protector e a pedir protecção, o calor do meu corpo encostado ao teu, e à nossa volta, como uma bênção divina, aquele véu de esperança que afinal nunca se perdeu.

Até lá, e porque a vida nunca é como imaginamos, espero por ti sem esperar, sonhando que aquilo que desejo, se for bom para mim e o melhor para o mundo, se realize, e a tua ausência seja apenas uma etapa, a razão pela qual te escrevi este diário."


in, Diário da Tua Ausência, Margarida Rebelo Pinto