quinta-feira, março 20, 2008

Porque já há muito tempo que queria escrever algo para ti, Mas como sabes e te digo sempre “escrever não é comigo”.
Mas hoje vou escrever.. :D
(E tu quando leres isto vais ficar surpreendido e com um sorriso na cara que eu sei (: )

Tu sabes bem a importância que tens na minha vida e o significado que tens para mim. Hoje agradeço por te ter conhecido (às vezes a net tem destas surpresas hehehe). És uma das melhores pessoas que conheci até hoje, digo isto com todas a certeza e sem nenhum tipo de receio, porque sei que é verdade.
Estiveste sempre lá para mim, foste a única pessoa a quem recorri em certos momentos e com quem consegui falar, e sei que sem ti talvez não tivesse conseguido ultrapassar certas coisas e isso ainda hoje te agradeço, a paciência, o carinho e o modo como sempre me ouviste e apoiaste.
Tu sabes que a tua ajuda e apoio foi sempre fundamental para mim.

O teu significado na minha vida está guardado cá dentro e só nós conseguimos, vah tentamos explicar o que nos une. Porque isto é assim daquelas coisas impossíveis de descrever, e porque há coisas que não têm que ser explicadas, só sentidas, nós sentimos e talvez um dia conseguiremos chegar a explicação. (andas a trabalhar nisso né ? hihihi)

Entende isto como uma forma de agradecimento pela tua presença na minha vida e como sabes …. Eu ADORO-TE com todo o significado da palavra .. :D

….
Tudo o que aqui está são apenas palavras, o significado esse, espero que esteja guardado no teu coração.
*

Razão e Emoção

Ninguém jamais conseguiu explicar como foram criadas as almas gêmeas,mas eu me lembro bem dessa história.

Estavam lá no céu, todas as almas, umas eram somente razão,outras somente emoção, duas filas distintas.

Finalmente chegou a minha vez de ser colocado em uma das filas. Olhei para ambas e me identifiquei com a da razão, acontece porém, que quando avistei você na da emoção, meus olhos brilharam, foi como se fosse um imã a me puxar.
Aproximei-me do criador e lhe disse:

- Eu gostaria de ficar na fila da emoção, pode ser? É que existe uma doce alma lá, que me encantou!

Está bem! - falou Ele - Você até poderá escolher seu lugar, mas antes quero lhe explicar algo, depois então você fará a sua opção.

Existem almas que são gêmeas: tudo nelas é igual, a única diferença que eu coloquei foi a razão e a emoção, justamente para que elas possam se completar... É como se fosse um encaixe. Possuo uma grande percepção para distinguir as almas gêmeas e por isso entendi que aquela que se encontra ali na fila da emoção, é a sua (falou apontando para você) daí querer te colocar na da razão.

Caso vocês fiquem juntas, o encanto das almas gêmeas se acabará, ao passo que se ficarem separadas, ele permanecerá. No entanto, devo lhe contar algo: as almas gêmeas nem sempre se encontram, porém vivem sempre unidas pelo coração... Por outro lado, quando se encontram, jamais se separam, nem mesmo Eu consigo executar esse afastamento.

Entendi naquele momento que a razão não sobrevive sem a emoção, e a emoção por sua vez precisa da razão para viver.

- Prefiro a fila da razão!

Encaminhei-me para o meu lugar, me posicionei e, nesse mesmo instante, você, que não tinha até então percebido a minha presença, olhou-me e sorriu!

Hoje, eu sou a razão, você a emoção. Eu te dou o chão e você me leva à lua.

Hoje, eu entendo o que o Criador quis me dizer com: "...é como se fosse um encaixe."

Hoje, eu sou a razão correndo atrás da emoção e você a emoção pedindo aos céus que eu possa pertencer a mesma fila que você...

Mas o que você não sabe é que fui eu mesmo quem escolheu o meu lugar, só para ser a sua alma gêmea...

O que você não sabe é que, mesmo antes de pertencer aqualquer uma das filas, eu já te amei.

Quando voltarmos para o lado de lá, você há de entender tudo isso e se eu puder escolher uma das filas novamente, eu ainda vou querer ficar separado de você.

A única diferença é que escolherei a fila da emoção para sonhar como você sonhou, e que você fique na da razão para entender como sofri!

terça-feira, março 18, 2008

A Luavezinha

"Minha filha tem um adormecer custoso. Ninguém sabe os medos que o sono acorda nela. Cada noite sou chamado a pai e invento-lhe um embalo. Desse encargo me saio sempre mal. Já vou pontuando fim na história quando ela me pede mais:

- E depois?

O que Rita quer é que o mundo inteiro seja adormecido. E ela sempre argumenta um sonho de encontro ao sono: quer ser lua. A menina quer luarejar e, os dois, faz contarmo-nos assim, eu terra, ela lua. As tradições moçambicanas ainda lhe aumentam o namoro lunar. A menina ouve, em plena verdade da rua: olha os cornos da lua estão para baixo: vai cair a chuva que a lua guarda na barriga. Me deu, um destes dias, a ideia de lhe contar uma histórinha para fazer pousar o sonho dela. E desencorajar seus infindáveis e depois. Lhe inventei a história que agora vos conto.
Era uma avezita que sonhava em seu poleirinho. Olhava o luar e fazia subir fantasias pelo céu. Seu sonho se imensidava:

- Hei-de pousar lá, na lua.

Os outros lhe chamavam à térrea realidade. Mas o passarinho devaneava, insistonto: vou subir lá, mais acima que os firmamentos. Seus colegas de galho se riram: aquilo não passava de menineira. Todos sabiam: não havia voo que bastasse para vencer aquela distância. Mas o passarinho sonhador não se compadecia. Ele queria luarar-se. Pelo que o tudo ficava nada.
Certa noite, de lua inteira, ele se lançou nos céus, cheio de sonho. E voou, voou, voou. Perdeu conta do tempo. Em certo momento ele não sabia se subia, se tombava. Seus sentidos se enrolaram uns nos outros. Desmaiou? Ou sonhou que sonhava? Certo é que seu corpo foi sacudido pelo embate de um outro corpo.
E pousou naquela terra da lua, imensa savana pétrea. A ave contemplou aquela extensão de luz e ficou esperando a noite para adormecer. Mas noite nenhuma chegou. Na lua não faz dia nem noite. É sempre luz. E o pássaro cansado de sua vigília quis voltar à terra. Bateu as asas mas não viu seu corpo se suspender. As asas se tinham convertido um luar. Com o bico desalisou as penas. Mas penas já nem eram: agora, simples reflexos, rebrilhos de um sol coado. O pássaro lançou seu grito, esses que deflagrava antes de se erguer nos céus. Mas sua voz ficou na intenção. A ave estava emudecida. Porque na lua o céu é quase pouco. E sem céu não existe canto.
Triste, ela chorou. Mas as lágrimas não escorreram. Ficaram pedrinhas na berma da pálpebra , cristais de prata. A avezita estava cativa da lua, aprisionada em seu próprio sonho. Foi então que ela escutou uma voz feita de ecos. Era a própria carne da lua falando:

- Eu sonhei que tu vinhas cantar-me.

- E porquê me sonhaste?

- Porque aqui não há voz vivente.

- Eu também sonhei que haveria de pousar em ti.

- Eu sei. Agora vais cantar em luar. Eu sonhei assim e nenhum sonho é mais forte que o meu.

É assim que ainda hoje se vê, lá na prata da lua, a pupila estrelinhada do passarinho sonhador. E nenhuma criatura, a não ser a noite, escuta o canto da avezinha enluarada. Sobre as primeiras folhas da madrugada, tombam gotas de cacimbo. São lágrimas do pássaro que sonhou pousar na lua.

- E depois, pai?"



Mia Couto é aquilo que entendo por 'escritor da terra'. Precisamente porque, na sua expressão absolutamente única, originalíssima, escreve e descreve as próprias raízes do mundo, explorando a própria natureza humana na sua relação umbilical com a terra.

A sua linguagem extremamente rica e muito fértil em neologismos confere-lhe um atributo de singular percepção e interpretação da beleza interna das coisas. Cada palavra inventada como que adivinha a secreta natureza daquilo a que se refere, e entendê-la como se nenhuma outra pudesse ter sido utilizada em seu lugar. As imagens de Mia Couto evocam necessariamente em nós a intuição de mundos fantásticos e em certa medida um pouco surrealistas, subjacentes ao mundo em que vivemos, que nos envolvem de uma ambiência terna e pacífica de sonhos – o mundo vivo das histórias. Pode dizer-se, creio, que Mia Couto sobressai como excelente contador de histórias. Através delas, consegue manter-nos em contacto com um pulsar interno que coincide com a própria respiração da terra.

segunda-feira, março 17, 2008

Boys don't cry



O melhor concerto de sempre dos The Cure!!!

Obrigado Robert!! :P

Ready For The Floor



Hot Chip, uma banda britânica que está ai para arrebentar com tudo!!

segunda-feira, março 10, 2008

sábado, março 08, 2008

Passei toda a noite, sem dormir

insonia



Passei toda a noite, sem dormir, vendo, sem espaço, a figura
dela,
E vendo-a sempre de maneiras diferentes do que a encontro
a ela.
Faço pensamentos com a recordação do que ela é quando
me fala,
E em cada pensamento ela varia de acordo com a sua
semelhança.
Amar é pensar.
E eu quase que me esqueço de sentir só de pensar nela.
Não sei bem o que quero, mesmo dela, e eu não penso
senão nela.
Tenho uma grande distracção animada.
Quando desejo encontrá-la
Quase que prefiro não a encontrar,
Para não ter que a deixar depois.
Não sei bem o que quero, nem quero saber o que quero.
Quero só
Pensar nela.
Não peço nada a ninguém, nem a ela, senão pensar.

terça-feira, março 04, 2008

(diz) A VERDADE

Se te perguntarem por nós, sobre
que coisa fazemos quando estamos
juntos, diz a verdade

Que deslocamos os cometas sem
querer, as estrelas para desenhos e
a lua garantindo o amor

Diz a verdade sobre a intervenção
na cósmica escolha dos casais,
a obrigação de nos obedecer

Não fosse o universo desentender quem
somos e favorecer a separação ou,
pior, o não nos havermos conhecido.